Prepare seu e-commerce para 2020, conheça as tendências

Chegou a hora de falarmos sobre as tendências do e-commerce para 2020.

Grandes novidades no horizonte? Para falar a verdade, nenhuma.

Tal afirmação pode parecer desalentadora para quem chegou até aqui em busca de grandes revelações.

O equívoco está na crença de que o fato de não termos grandes novidades implica em inexistência de grandes revelações.

Aprofundar-se um pouco mais no universo estratégico do e-commerce sempre é revelador. As tendências, por sua vez, só fazem sentido se estiverem conectadas com estratégias de negócios.

Crescimento da participação do m-commerce

Estratégias, por sua vez, devem ter relação direta com o comportamento do consumidor. É ele que estabelece as regras.

É claro que algumas empresas sempre vão à frente das demais, oferecendo novas possibilidades e experiências ao público. É esse, no entanto, que escolhe quais serão incorporadas à sua cultura de consumo.

O m-commerce, ou compra digital via móbile, já deixou de ser novidade há muito tempo. O celular há muito substituiu o cão como melhor amigo do homem. É o companheiro fiel e prestativo de todas as horas, pau para toda obra, seja na hora de ir ao banco, sem sair do lugar, seja na hora de pedir uma refeição de forma descomplicada.

Quem trabalha com e-commerce precisa estar atento ao desdobramento da tendência de expansão acelerada do m-commerce. É muito provável que você, por falta de presença móbile, esteja desperdiçando um grande volume de receitas decorrente de vendas.

O recado já estava dado quando foram revelados os números relativos ao crescimento do m-commerce em 2018. Naquele ano, o crescimento da participação dos dispositivos móveis nas compras online foi de 48%, segundo o relatório Ebit / Nielsen.

Quanto ao share de mercado, os números divergem. Enquanto há levantamentos que apontam que mais de 50% das compras já eram feitas por meio dos dispositivos em 2019, a pesquisa realizada pela FIS, empresa de tecnologia financeira, aponta um share de 29%.

O que importa para nós é saber que a tendência é de expansão para 2020. Segundo o Retail Global Payments Report, a participação do m-commerce nas vendas do e-commerce chegará a 32%. Nada que se compare aos 81% da China. Isso mesmo: 81% das compras online na China são feitas por dispositivos móveis.

App? Sim ou não no seu e-commerce para 2020?

Diante do crescimento do consumo via dispositivos móveis, cada vez mais empresários ligados ao e-commerce buscam soluções para atender à mudança de comportamento de seus clientes.

Isso não é só com as vendas, mas também com o atendimento e com as políticas de relacionamento. Não há como não pensar em adotar o Whatsapp Business como canal de relacionamento de sua loja virtual com seus clientes.

Afinal de contas, as pessoas passam muito tempo conectadas pelo app de relacionamento. Só para termos uma ideia do alcance do aplicativo, 59% dos usuários o utilizam na primeira tela de seus smartphones.

Falando em aplicativos para Android e IOS, um dos grandes dilemas das empresas é investir ou não em aplicativos nativos.

Sobre essa questão, é importante voltar à introdução deste artigo, quando dissemos que as tendências só fazem sentido se conectadas a estratégias de negócios, que, por sua vez, só fazem sentido quando geradas para atender às expectativas do público da empresa.

Devemos acrescentar que o benefício precisa ser mútuo. Em outras palavras, a empresa precisa estipular com clareza os benefícios que deseja obter para si, seja em aumento das vendas e da lucratividade, seja em preservação do market share.

Só para não ficarmos exclusivamente na teoria, vamos imaginar uma empresa do setor alimentício, que trabalhe com delivery de refeições. Como montar uma estratégia adequada para melhorar a experiência do cliente e, ao mesmo tempo, obter ganhos em vendas e lucratividade?

Ter um site responsivo bastaria?

Parece que não nesse caso. Você acha que essa empresa obteria maior volume em vendas com um site comercial acessado via mecanismos de busca, como o Google, ou com um aplicativo instalado na tela do smartphone?

Nesse caso, o ideal é que tal empresa combine o site responsivo com um aplicativo nativo para celular. Ao entrar no site e conhecer a proposta de valor da mesma, o consumidor teria, naturalmente, interesse em baixar o aplicativo para pedidos futuros.

Portanto, devemos reafirmar que não existe uma estratégia única e infalível para todas as empresas. O que temos como verdade irrefutável é que qualquer e-commerce precisa ter presença no m-commerce.

O contrário disso é perder vendas e, progressivamente, participação no mercado, já que a tendência, única unanimidade entre os estudos de mercado, é de que a participação dos dispositivos móveis nas compras online continue aumentando. Está aí o caso chinês que não os deixa mentir.

Muito mais integração

Se há algo de que ninguém possa escapar, certamente estamos falando de integração. Da integração da cadeia de valor, por meio dos sistemas de logística, à integração do varejo, por meio dos marketplaces, estamos sempre falando de eficiência, automação, redução de custos e aumento das vendas para todos.

Mais uma vez é importante ressaltar que as empresas precisam perceber a integração sob o ponto de vista de suas estratégias de negócio. Nesse aspecto, vale reiterar que não existe uma fórmula única, que se aplique a todas as empresas, mesmo no e-commerce.

Tudo passa pelo seu planejamento estratégico. Afinal, quem são seus clientes? Como eles compram? Onde eles compram? Por que compram? Quem são seus fornecedores? Como você se relaciona com clientes, fornecedores e outros parceiros estratégicos?

Quando você consegue mapear essa rede de relações, fica mais fácil identificar qual tipo de integração você precisa.

É importante perceber que quando falamos em integração, em ambiente de negócios e consumo omnichannel, já superamos o estágio da simples integração dos canais de vendas. Estamos falando da integração completa dos canais de vendas, atendimento, atração e relacionamento.

É preciso que consigamos dar um passo à frente dos demais, que consiste em perceber, para além da integração tecnológica, a integração estratégica. Essa é, provavelmente, a tendência mais reveladora para 2020.

Falamos muito da experiência de omnichannel do Magazine Luiza, mas devemos ir além da experiência de compra e pensar na gestão da marca, em como todos os canais se relacionam harmoniosamente, tornando a experiência do cliente completa, envolvendo-o com a marca e gerando engajamento.

Em outras palavras, você não precisa ter uma loja física para ter múltiplos canais estrategicamente integrados, de modo a proporcionar experiências completas e gerar engajamento. O que você precisa é entender o comportamento do seu público e integrar sua estratégia.

Conteúdo + e-commerce (foco no público e não no negócio)

Para concluir, mais uma tendência que não é mais novidade alguma, mas que ganhará força e diversidade em 2020.

Cada vez mais as empresas percebem o poder do conteúdo como ferramenta de atração e descoberta.

Vamos tentar encerrar este artigo com uma abordagem que pode vir a ser reveladora para você. Quando pensar em Marketing de Conteúdo, tenha em mente que você vai produzir conteúdo para o seu público e não sobre o seu negócio.

Enxergar o conteúdo por essa perspectiva vai ampliar formidavelmente o universo a ser explorado, assim como as chances de obter atenção, engajamento e, consequentemente, crescimento do seu negócio.

Esperamos que o conteúdo tenha sido útil. Nós, da Moovin, temos compromisso com quem empreende no e-commerce. Por isso, produzimos conteúdos que levem empreendedores a pensar seu negócio estrategicamente.

Nosso compromisso vai muito além de gerar soluções tecnológicas em desenvolvimento de lojas virtuais e realização de integrações em uma plataforma de alta performance.  O nosso verdadeiro compromisso é com a performance dos nossos clientes.

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